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domingo, 3 de março de 2013

PARABÉNS, ARTHUR.




 


Nos sentimos realmente plenos quando temos do nosso lado
a presença de um neto saudável, alegre e inteligente como você Arthur, que tantas
alegrias tem dado a nós e a tantos que lhe cercam.
Hoje em seu aniversário e em todos os dias de sua vida queremos poder fazer
o melhor por você, acompanhar o seu crescimento e necessidades diárias
dar-lhe o amor que temos, aprender com o seu jeito puro
a ver a vida com mais simplicidade.
Nós te amamos de mais e a nossa melhor alegria é ver você com saúde,
brincando, correndo com um sorriso imenso nos lábios e somos felizes
por saber que também nos ama nosso neto.
Deus nos deu você nosso anjo pra que nós pudéssemos ser ainda mais felizes e somos.

Conte sempre com o nosso amor e a nossa amizade Arthur,
jamais duvide da sua importância para nós viu?

Tenha um aniversário com muita luz e alegria.

 Seu avô Neto e sua avó Gelma.

sábado, 2 de março de 2013

LUTO


Supermercadistas de luto. Morre executiva da Rede Center Box após cirurgia de redução do estômago



Gerly
Foi enterrado hoje o corpo da diretora e principal executiva dos Supermercados Center Box, Gerly Albuquerque Alves. Ela morreu por causa de complicações quando se recuperava de uma cirurgia bariátrica (redução de estômago).
A executiva morreu nos braços do pai, o empresário respeitado em Fortaleza, Gerardo Albuquerque, que estava no hospital acompanhando a recuperação da filha. Segundo amigos da família, a jovem, de apenas 28 anos, estava completando um ano de casamento e decidiu fazer a cirurgia. Os empresários do setor de supermercados lotaram a ETHERNUS, durante todo o dia, onde o corpo foi velado.

PELO MUNDO

China exibe quatro condenados à morte em rede nacional

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DA REUTERS, EM PEQUIM
Um "desfile" na televisão estatal chinesa de quatro homens estrangeiros sentenciados à morte pelo assassinato de 13 marinheiros no rio Mekong provocou indignação na China ontem.


Muitas pessoas consideram que foi uma exibição desnecessária de vingança.
O assassinato dos marinheiros chineses, em 2011, foi um dos ataques mais mortais a cidadãos chineses no exterior nos tempos modernos.
O suspeito principal, Naw Kham, extraditado para a China em maio pelas autoridades do Laos, foi considerado culpado pela morte dos marinheiros no ano passado na região do chamado "Triângulo de Ouro", ponto de encontro das fronteiras do Laos, Mianmar e Tailândia e lugar conhecido pelo tráfico de drogas.
Naw Kham, de Mianmar, e outros três suspeitos foram executados por injeção letal na cidade chinesa de Kunming, mas antes disso foram mostrados ao vivo na televisão estatal, amarrados com cordas e acorrentados, enquanto a polícia os conduzia da prisão até o ônibus que os levaria ao local da execução.
A transmissão, da China Central Television, não mostrou a execução propriamente dita.
"A transmissão ao vivo por duas horas do processo desses criminosos que enfrentam a pena de morte constitui uma violação do artigo 252 da Lei de Processo Criminal da República Popular da China", disse um destacado advogado de direitos humanos, Liu Xiaoyuan.
"O artigo determina que criminosos que enfrentam a pena de morte não podem ser exibidos ao público", disse.

AFP
Imagem de transmissão de TV estatal mostra Naw Kham seguindo ao local de execução
Imagem de transmissão de TV estatal mostra Naw Kham seguindo ao local de execução
A televisão chinesa exibia cenas do tipo regularmente no passado, mas praticamente parou de fazê-lo há quase duas décadas.
O retorno à prática provocou manifestações de ultraje em muitas redes sociais.
"Amarraram (o preso) com cordas e o desfilaram diante de 1,3 bilhão de chineses. São esses os direitos humanos que o governo vive destacando?", escreveu um usuário no microblog chinês Sina Weibo, semelhante ao Twitter.
A caçada a Naw Kham ganhou cobertura ampla na mídia chinesa. Alguns jornais festejaram a captura dele e a compararam ao assassinato de Osama bin Laden por forças americanas.
De acordo com o tabloide "The Global Times", a China chegou a cogitar realizar seus primeiros ataques com drones (aviões não tripulados) para matar Naw Kham, mas as autoridades teriam decidido capturá-lo vivo e levá-lo a julgamento.
Um dos três executados era tailandês, um era laociano e o outro era apátrida, segundo a mídia chinesa.
Acredita-se que a China execute milhares de pessoas por ano --o número exato é segredo de Estado--, e a pena de morte conta com amplo apoio popular.
Mas a exposição pública dos condenados pelas mortes no Mekong levará a população chinesa a questionar o uso de execuções, opinou Nicholas Bequelin, pesquisador da organização Human Rights Watch, para quem "é uma iniciativa predadora, voyeurística e exploradora, algo que contraria a própria finalidade de se ter um sistema legal".
radução de CLARA ALLAIN

COTIDIANO

Após fugir da pobreza, milhares de haitianos enfrentam discriminação no Chile

Subempregos e preconceito racial são realidades cotidianas dos imigrantes no país sul-americano

A entrevista com o presidente da OSHEC (Organização Sociocultural dos Haitianos do Bairro Estación Central) estava marcada para as 13h. Adneau Desinord, de 27 anos, precisava daquela manhã para descansar, depois de cobrir o turno da madrugada, no posto de gasolina onde trabalha como frentista, em Santiago.

Victor Farinelli/Opera Mundi

Desde sua chegada, Youry Fillien atrai clientela feminina para comércios da região de seu restaurante de comida haitiana

Às 8h, pouco depois de deixar o trabalho, Desinord liga pedindo para adiantar a conversa para as 9h30. Seu chefe havia pedido que voltasse para cumprir o horário das 14h às 20h. “Não posso dizer que não, para não perder o trabalho, e também porque se não faço turnos extras. Não sobra nada além do dinheiro para os gastos básicos”, se justifica.

Desinord vive no Chile desde 2009. Os sacrifícios laborais não são algo raro em sua vida e a mesma regra serve para a maioria dos haitianos que vivem no país. "Estamos sempre sujeitos às piores tarefas, horários e condições”. Entre os cerca de 300 compatriotas associados à OSHEC, são raros os que não possuem experiências profissionais degradantes, afirma o presidente.
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Exemplo da forma como o mercado de trabalho chileno recebe os haitianos é o caso de Bourbert Simon. Com um diploma técnico de engenharia mecânica debaixo do braço, ele chegou do Haiti em abril de 2012 e buscou emprego na viação intermunicipal do Chile. Fez teste de aptidão mecânica e quase recebeu nota máxima. Mesmo assim, foi contratado como auxiliar de limpeza. Desinord, que dividiu um quarto com Bourbert, conta que tinha certeza que os aprovados tinham feito menos pontos que ele na prova. Ele preferiu abandonar Chile e tentar a sorte na Guiana Francesa, após dois meses limpando ônibus.

De acordo com Desinord, o racismo não parte somente dos empregadores. O preconceito com haitianos no ambiente de trabalho também é comum entre os colegas de trabalho e a perseguição é maior contra aqueles que conseguem cargos de destaque. Foi o caso de Junior Jean Joseph, que trabalhou em uma empresa de transporte público municipal como supervisor. Os trabalhadores não suportaram ver um negro no comando.

Uma tarde, outros supervisores passaram horas o humilhando, dizendo, entre outras coisas, que deveria trabalhar como pedreiro, “porque aquele era seu lugar”. Junior não aguentou e os atacou com socos. Após a briga, foi despedido.

Os clientes também agem com discriminação, diz Desinord. Ele conta que um colega da OSHEC, que não quis ser identificado, trabalhava como instalador de TV e frequentemente era proibido de entrar em casas – em sua maioria em bairros de classe alta.

Fundada em março do ano passado, a OSHEC possui pouco mais de 300 associados, número que se mantém estável devido à grande quantidade de novos compatriotas que chegam mensalmente, seja substituindo os que deixam o Chile não conseguir lidar com as dificuldades ou por não ter podido conseguir um visto de trabalho.

Para estar legalmente em terras chilenas, o imigrante precisa apresentar um contrato de trabalho já assinado. No entanto, as empresas exigem o mesmo visto para poder contratar. “Em Quilicura é muito mais fácil, porque lá existe um parque industrial e as empresas da cidade estão mais abertas a aceitar haitianos e a conceder contratos sem visto”, explica Desinord. Ele tem visto definitivo de permanência, concedido por uma anistia decretada pelo governo de Michelle Bachelet em fevereiro de 2010, que beneficiou também os recém-chegados refugiados do terremoto na ilha.

Mito do homem negro

Em frente ao La Belle Etoile, restaurante de comida haitiana de Youry Fillien, fica a mercearia da senhora Rosa Contreras, onde o movimento da clientela feminina curiosamente aumenta nos horários de refeições. O “fenômeno” não era comum há três anos, quando o vizinho caribenho ainda não havia se instalado. A comerciante brinca ao detalhar o perfil dessas clientes: “são moças jovens, mas não necessariamente solteiras”.

Victor Farinelli/Opera Mundi

Ao lado de outros imigrantes haitianos, Gyvens Laguerre integra uma das bandas de reggaeton mais conhecidas do Chile

O fetiche das mulheres de Quilicura com os novos habitantes da cidade não é um tema menor, já que tem sido uma das principais causas de rancores dos homens chilenos contra os haitianos fora do ambiente de trabalho. Contreras diz ter uma vizinha e outras amigas que já se relacionaram com haitianos e comenta, constrangida, que “em parte é pela coisa de saber se as proporções deles são aquilo que a gente imagina, mas não é só isso, as garotas também se atraem porque eles são mais desinibidos e menos inseguros que os chilenos”.

Porém, os homens haitianos não celebram tanto a curiosidade das chilenas. Segundo eles, o interesse é mais sexual que sentimental. “É fácil encontrar mulheres interessadas em realizar essa fantasia de transar com um negro, mas são poucas as dispostas a começar uma relação mais duradoura”, reclama Desinord, para quem o racismo da sociedade é um dos elementos que explicam porque é tão difícil existir namoros entre haitianos e chilenos. “Conheço amigos cujas garotas estavam realmente apaixonadas, mas não quiseram namoro por temer como a sociedade reagiria.”

Com as haitianas a situação é inversa. A maioria se relaciona com compatriotas e as exceções são casos com colombianos ou equatorianos, sempre negros. É raro encontrar uma haitiana no Chile namorando um branco. Também vale destacar que boa parte delas chegou ao país seguindo o rastro do marido ou namorado.

Sude-Jenny Uelance, que trabalha como secretária na Embaixada do Haiti, diz que a mesma curiosidade sexual não acontece com chilenos. “Com alguns homens mais velhos sim, mas muito menos que com as mulheres, cuja atração independe da idade. O chileno mais jovem não sente atração pelas mulheres negras”, afirma.

A fantasia feminina também gerou o primeiro caso de sucesso midiático haitiano no Chile. Em 2006, quando a febre do reggaeton (ritmo caribenho que se assemelha a uma mescla entre salsa e rap) fez as rádios chilenas abrirem as portas para grupos santiaguenses, um dos que melhor aproveitou a oportunidade foram os Reggaeton Boys, banda formada pelos haitianos Gyvens Laguerre, Pierre Desarmes e David Versaille, três imigrantes que viviam no país desde os anos 1990.

O sucesso entre o público feminino fez dos Reggaeton Boys um dos grupos mais importantes do Chile. Laguerre chegou em 1996 para estudar engenharia civil. Aos 36 anos, o cantor afirma que o Chile o conquistou por completo, tanto que recentemente terminou os trâmites da naturalização. “Desde os tempos da banda eu já pensava em adotar o país como minha pátria”, conta.

Além de Laguerre e dos Reggaeton Boys, outro caso reconhecido de sucesso é o de um chileno de pai haitiano e mãe mapuche. Trata-se de Jean Beausejour, jogador de futebol de 28 anos, que atualmente joga no Wigan Athletic, da Inglaterra - também teve rápida passagem pelo Grêmio de Porto Alegre, em 2005.