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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Gabo, o escritor que viveu para contar o real e o fantástico

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ

Do povoado natal Aracataca à imaginária Macondo, ele construiu uma história de coerência na vida e nos livros

GABO
O verbo contar foi magistralmente conjugado por Gabriel García Márquez ao longo dos 87 anos encerrados ontem. Não por acaso o criador de Macondo deu à autobiografia o título de "Viver para contar". Ao transgredir ultrapassando fronteiras entre o mágico e o real, o escritor e jornalista ganhou admiradores em todo o mundo. "Uma notícia nunca termina e nunca tudo está contado", disse Gabo, como era carinhosamente chamado.
A história do autor de "Cem Anos de Solidão", que partiu depois de enfrentar um câncer, continuará sendo narrada em muitos capítulos da literatura latino-americana. O estilo eterniza-se em clássicos como "Notícia de um Sequestro", "O amor nos tempos do cólera" e "Memória de Minhas Putas Tristes".
Inspirado pelas histórias que, quando criança, escutou os avós contarem, García Márquez criou o universo paralelo de Macondo e o povoou com personagens alucinantes, como mulheres que levitavam, homens que voltam da morte e casais que têm bebês com rabos de porco. O escritor de sorriso fácil, bigode espesso e cabelo enrolado foi o rosto do boom da literatura latino-americana da década de 1960. A estatura universal de seu estilo, o realismo mágico, foi reconhecida em 1982 com o Nobel de Literatura.
"Sou simplesmente um observador da nossa realidade", disse à TV espanhola TVE depois de receber o prêmio. "Tenho uma sensibilidade especial para este mundo em que nasci, e é com essa sensibilidade que trabalho", explicou. "Nego-me a sair dela. Não tenho por que sair dela. Dei-me muito bem com ela".
Política
E essa mesma sensibilidade o converteu em um homem político. Um de seus melhores amigos era o líder cubano Fidel Castro, e seu filho mais velho foi batizado por Camilo Torres, um padre espanhol que fundou o grupo guerrilheiro colombiano Exército Nacional de Liberação (ELN).
Metódico e obsessivo, contou ao jornalista norte-americano Jon Lee Anderson que se levantava sempre às cinco da manhã. Lia um livro por algumas horas, folheava jornais, respondia e-mails e - chovesse ou fizesse sol - dedicava quatro horas por dia a escrever.
Sobre a mesa de trabalho dele, a esposa Mercedes Barcha punha todas as manhãs uma rosa amarela, primeiro junto à máquina de escrever e depois a um computador Macintosh.
Desigualdades
García Márquez era um homem graciosamente irreverente e jamais ocultou suas ideias de esquerda. Em dezembro de 1982, se apresentou para receber o Nobel das mãos do rei da Suécia vestido de liquilique, um traje tradicional de linho colombiano, em lugar do fraque de praxe.
Em seu discurso não só falou do realismo mágico na América Latina, mas também da desigualdade e das violações dos direitos humanos cometidas pelas ditaduras militares da época.
"Atrevo-me a pensar que é esta realidade descomunal, e não só sua expressão literária, a que este ano mereceu a atenção da Academia Sueca de Letras", disse. "Uma realidade que não é a do papel, mas a que vive conosco e determina cada instante de nossas incontáveis mortes cotidianas, e que sustenta um manancial de criação insaciável, pleno de desdita e de beleza".
Embora sua obra tenha profundas raízes na Colômbia, viveu durante décadas no México, onde se asilou em 1981 após ser acusado de financiar o grupo guerrilheiro M-19.
Ele gostava de se definir, um pouco de brincadeira e um pouco a sério, como um "grande conspirador". No final da década de 1990 ajudou a organizar negociações de paz entre o governo da Colômbia e o ELN em Havana, que não chegaram a ter resultado. Também participou, nos bastidores, de negociações para terminar a guerra civil em El Salvador e na Nicarágua.
Origem
Gabo nasceu em Aracataca, um povoado tórrido do Caribe colombiano. Mais velho dos 11 filhos de um telegrafista, ele estudou Direito, mas abandonou a universidade para se dedicar à literatura e ao jornalismo. No final da década de 1950, mal sobrevivia como correspondente de um jornal colombiano em Paris.
Sua literatura nasceu das histórias fantásticas que escutou dos avós maternos. Para poder escrever "Cem Anos de Solidão" em 1965, ele teve que empenhar seu carro e pedir dinheiro emprestado aos amigos. Quando terminou, 18 meses depois, não tinha dinheiro sequer para enviar o manuscrito a seu editor em Buenos Aires.
O romance, publicado em 1967, conta a história das sete gerações da família Buendía durante a fundação, o desenvolvimento e a decadência de Macondo, um povoado rodeado de plantações de banana igual à sua Aracataca natal.
Mesmo depois de vender 30 milhões de exemplares, Gabriel García Márquez costumava rir de sua fama. "O pior que pode acontecer a um homem que não tem vocação para o sucesso literário, ou em um continente que não está acostumado a ter escritores de êxito, é publicar um romance que venda como salsichas", disse em uma ocasião. "Esse é o meu caso", declarou.
1,5 mi de livros vendidos no Brasil
São Paulo/Cidade do México. Com mais de 30 títulos publicados e mais de 1,5 milhão de livros vendidos no Brasil, o escritor Gabriel García Márquez é um dos mais importantes do século XX e um dos principais da América Latina.
Lançado em 1967, Cem Anos de Solidão é considerado a obra-prima do autor, tendo atingido a marca de 50 milhões de exemplares vendidos, em 25 línguas, sendo 440 mil do Brasil.
O escritor iniciou a carreira como jornalista, em 1948, e trabalhou como correspondente em Roma, Paris, Havana, Nova York, Barcelona e na Cidade do México. Em 2009, García Márquez anunciou que estava encerrando a carreira literária.
Há controvérsia quanto à data de nascimento do escritor. O site do Prêmio Nobel, recebido por ele em 1982, pelo conjunto da obra, crava a data de 6 de março de 1928, assim como seu certificado de reservista. Porém, também há registro de 1927, na paróquia de San José de Aracataca, em que foi batizado. Na certidão de nascimento, consta 27 de julho de 1930.
Ele morava na Cidade do México e ficou internado durante oito dias, no início deste mês, com desidratação e infecção pulmonar e urinária. Após superar um câncer linfático em 1999, houve rumores de que o escritor estivesse com câncer no pulmão, nos gânglios no fígado, mas a família não confirmou. A página oficial do escritor no Facebook confirma a morte e cita García Márquez como "o escritor de língua espanhola mais popular desde Miguel de Cervantes".
Homenagem
As autoridades mexicanas farão, na segunda-feira, uma homenagem no Palácio de Belas Artes ao escritor falecido ontem. O presidente do Conselho Nacional para a Cultura e as Artes de México (Conaculta), Rafael Tovar, disse que ofereceu a Mercedes Barcha, viúva do Nobel de Literatura, toda a colaboração do governo mexicano.
A causa da morte não foi divulgada. Jornais mexicanos e espanhóis informaram que o autor lutava contra a reincidência de um câncer que atingia pulmões, gânglios e fígado, mas a família não confirmou.
Repercussão
Despedida ilustre
"Querido Gabo, você me disse uma vez que a vida não é o que alguém viveu, mas a vida como esse alguém se lembra dela e como ele se lembra dela para recontá-la...Sua vida, querido Gabo, será lembrada por todos nós como um presente único e singular, e a história mais original de todas. É difícil dizer adeus a você com tudo que você nos deu! Você sempre estará em meu coração."
Shakira
Cantora colombiana
"Gabriel García Márquez deixa um legado de arte, coragem, atitude, de indissociável ligação entre ética e estética. Sua partida num momento em que encaramos as con sequências de uma era de excesso de informação, escassez de tempo e de aprofundamento, em uma ameaça do triunfo da superficialidade, reforça a necessidade de aguçar o olhar, de estar, como ele, mais atentos à essência das coisas e da vida".
Paulo Mamede
Secretário Estadual de Cultura
"Foi com tristeza que soube da morte do escritor colombiano Gabriel García Márquez. Dono de um texto encantador, Gabo conduzia o leitor pelas suas Macondos imaginárias (povoado de Cem anos de Solidão) como quem apresenta um mundo novo a uma criança. Seus personagens singulares e sua América Latina exuberante permanecerão marcados no coração e na memória de seus milhões de leitores".
Dilma Rousseff
Presidente do Brasil

By Diário do Nordeste

Missa do Lava-pés marca início da Páscoa para católicos


O arcebispo de Fortaleza destacou que a celebração serve para que os fiéis possam aprender com Jesus

lava pes
O arcebispo dom José Antônio, com muita tranquilidade, colocou os pés de cada um dos fieis que participavam da celebração dentro de uma bacia, depois lavou e por último beijou os pés
FOTO: HELOSA ARAÚJO
Assim como Jesus fez durante a Última Ceia, o arcebispo de Fortaleza, dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, lavou os pés de 12 fiéis, na noite de ontem, durante a Missa da Ceia do Senhor, na Catedral Metropolitana de Fortaleza, no Centro. A celebração, que marca o início do período pascal para a Igreja Católica, deixou a igreja lotada.
Entre os 12 homens que participaram do Lava-pés estavam pessoas em situação de rua e também trabalhadores do judiciário que atuam contra o tráfico de seres humanos. O arcebispo, com muita tranquilidade, colocou os pés de cada um deles dentro de uma bacia, depois lavou e por último beijou os pés.
Crianças, adultos e idosos fizeram questão de sair de seus locais para fotografar ou filmar tudo que estava acontecendo. Muitos deles não conseguiram conter a emoção de ver a humildade de dom José ao lembrar o gesto de Jesus.
"A Páscoa é o que da sentido a nossa vida, pois é a encruzilhada de nossas vidas. Já que foi quando Jesus veio se tornar o céu que congrega todos no amor de Deus", foi assim que o arcebispo de Fortaleza começou o sermão desta missa.
Ele ainda ressaltou que o ato de lavar os pés foi uma lição, dada por Jesus, que fala por si só. "É preciso aprender essa lição como uma revolução em nossas vidas", frisou.
Para o pároco, esse gesto também orienta a deixar Jesus lavar os pés de todos os seus fiéis e, assim, eles poderão reconhecer seus outros irmãos e também lavar os pés deles. "Não existe ninguém que não possa lavar pés e nem alguém que não possa ter os seus pés lavados".
Além disso, dom José destacou que essa missa tem o poder de mostrar que o amor não tem limites, pois o limite é a vida. "Devemos aprender com Jesus, assim como o discípulo Pedro aprendeu", disse.
A advogada Elisângela Custódio Pinto participa todos os anos da Missa da Ceia do Senhor, pois acredita que o gesto de lavar pés feito por Jesus e, agora, pelo arcebispo demonstra a humildade e amor que são transmitidos pela Igreja. "Esse é o tipo de ação que pretendo levar por toda minha vida. Não tenho dúvidas que sou mais feliz devido a humildade e amor de Jesus", comentou a advogada.
O consultor de vendas Emerson Queiroz levou toda a família para a celebração para que possam celebrar juntos essa data importante. "Pra mim, a Páscoa é tão importante quando o Natal. São duas datas em que Jesus nos mostrou o amor dele por nós e, por isso, devemos fazer o mesmo por nossos irmãos e também pelo nosso senhor".
Última Ceia
Com a Missa da Ceia do Senhor a Igreja, dá início ao chamado Tríduo Pascal e também comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer a todos os seus sucessores.
O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite.
A manhã desta quinta foi marcada pela Missa do Crisma e da Unidade, também conhecida como Missa dos Santos Óleos. A Arquidiocese de Fortaleza também ficou lotada durante essa celebração.
Não se sabe com precisão como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos, realizada tradicionalmente em todas as Quinta-feira Santa. Em locais fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias da Semana, como no Domingo de Ramos ou, ainda, no Sábado de Aleluia.
O motivo de se fixar essa celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que é realizada missa antes da Vigília Pascal.
ENQUETE
Qual a relevância dessa missa para a sua vida?
"Faço questão de vir, pois essa missa marca a Páscoa, que nos lembra o sofrimento de Jesus, e o Lava-pés marca a humildade. É uma oportunidade de aprender com Jesus"
Amanda Holanda
Fisioterapeuta
"Acredito que a missa é uma experiência de amizade com Jesus, já que ele deu o seu amor pra mim e, por isso, sempre venho aqui renovar essa memória"
Wilde Fábio
Missionário católico
Thiago Rocha
Repórter

CIÊNCIAS

Descoberto primeiro planeta que pode ter vida similar à Terra
AFP
 
Cientistas descobriram o primeiro planeta fora do Sistema Solar de tamanho semelhante ao da Terra e onde pode existir água em estado líquido, o que o torna habitável.

A descoberta reforça a possibilidade de encontrar planetas similares à Terra na nossa galáxia, a Via Láctea, segundo uma equipe internacional de astrônomos liderada por um profissional da Nasa. O trabalho foi publicado na edição desta quinta-feira da revista científica americana Science.

"É o primeiro exoplaneta do tamanho da Terra encontrado na zona habitável de outra estrela", destaca Elisa Quintana, astrônoma do centro de pesquisas Ames, da Nasa, que ficou à frente da pesquisa.

"O que torna esta descoberta algo particularmente interessante é que este planeta, batizado de Kepler-186f, tem o tamanho terrestre e está em órbita ao redor de uma estrela classificada como anã, menor e menos quente do que o sol, na zona temperada onde a água pode ser líquida", afirmou.

Considera-se que esta zona seja habitável porque a vida como a conhecemos tem possibilidades de se desenvolver naquele ambiente, segundo os pesquisadores.

Para Fred Adams, professor de Física e Astronomia da Universidade de Michigan, "trata-se de um passo importante na busca para descobrir um exoplaneta idêntico à Terra".

AFP


domingo, 13 de abril de 2014

bênção de ramos - BY DIARIO DO NORDESTE

Caminhada e bênção de ramos marcam o início à Semana Santa em Fortaleza


Cerca de quatro mil católicos andaram pelas ruas da Capital e assistiram à missa

Procissão de Ramos
Em procissão, fiéis seguiram da Igreja de Cristo Rei, na Aldeota, até a Catedral Metropolitana de Fortaleza
TUNO VIEIRA
Jovens na procissão
Neste domingo, a Igreja Católica também celebra o Dia Mundial da Juventude
TUNO VIEIRA
Os ramos estavam nas mãos e os cânticos eram de louvor para celebrar o início da Semana Santa. Na manhã deste domingo (13), cerca de quatro mil católicos participaram da  Caminhada dos Ramos pelas ruas da Capital. Em procissão, eles seguiram da Igreja de Cristo Rei, na Aldeota, até a Catedral Metropolitana de Fortaleza, no Centro, onde o arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio Tosi, presidiu a missa que abre as atividades da Páscoa neste ano.
“A vivência da Semana Santa não é uma história, é um encontro com Jesus. Significa viver intensamente a sua fé, a sua Igreja. Durante cinco semanas da Quaresma, preparamo-nos para esse momento. Hoje, nós repetimos o gesto do povo de Jerusalém, que acolheu Jesus e clamava: 'bendito o que vem em nome do Senhor!'. Vamos entrar na Semana Santa seguindo os passos Dele”, disse o arcebispo durante a bênção dos ramos que antecedeu a caminhada.
Da rua Nogueira Aciolly, o trajeto seguiu pelas ruas Costa Barros, Rodrigues Júnior, Tenente Benévolo, passando pela avenida Dom Manuel e pela Rua 25 de Março antes de chegar à via que dá acesso à Sé. Já nas proximidades da Catedral, organizadores tentavam orientar o fluxo da procissão para que os fieis ocupassem apenas uma das faixas da via. Na outra, corredores da Meia Maratona de Fortalezarealizavam a prova. Uma equipe da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC) estava no local, mas a operação era destinada apenas aos desvios para o evento esportivo. Segundo um dos agentes, não foi possível mandar uma equipe para acompanhar a programação religiosa.
“A Catedral enviou um ofício pedindo o apoio da AMC, mas a falta de uma equipe não prejudicou a procissão, mesmo porque a coordenação da caminhada fez uma alteração no percurso e acabou não havendo grandes choques entre os dois eventos”, esclareceu o padre Rafhael Maciel, reitor do Seminário Propedêutico da Arquidiocese de Fortaleza.
Na Catedral lotada, era possível encontrar cristãos de todas as idades, mas, para muitos jovens que estavam lá, participar da procissão teve um significado especial, já que, neste domingo, a Igreja Católica também celebra o Dia Mundial da Juventude. Foi assim com a estudante Brenda Rodrigues, 19 anos.“Eu estive na Jornada Mundial da Juventude que ocorreu ano passado, no Rio de Janeiro, e essa caminhada, para mim, é consequência do que aconteceu lá. Além disso, participar ao lado do arcebispo, que também se faz jovem junto de nós, é uma alegria muito grande”.


ECONOMIA - INVESTIMENTO

Os passos para garantir uma boa aposentadoria


Especialistas dão dicas para obter os benefícios que você tem direito e ainda para gerar uma poupança extra


A construção de uma carreira sólida no trabalho ou a gerência de um negócio que deu certo são alguns dos caminhos que, entre outros méritos, resultam em uma boa renda mensal que permite levar a vida com conforto e realizar o sonho de boa parte dos brasileiros de ter uma casa na praia ou na serra e viajar todo ano. Mas tão importante quanto saber desfrutar desse dinheiro é atentar para a importância de poupar com vistas à aposentadoria, período que só começa a fazer parte do planejamento de muitas pessoas a partir dos 50 anos de idade.
Quanto antes esse planejamento e os investimentos forem realizados, melhor será a quantia que, no futuro, voltará para complementar a aposentadoria. O termo cedo, nesse contexto, se aplica já ao primeiro salário recebido. E não precisa se sentir intimidado se as quantias investidas inicialmente forem pequenas: é melhor ir guardando aos poucos do que não garantir nenhuma reserva, além disso, um valor baixo economizado por muito tempo pode resultar em um montante satisfatório no futuro.
Na hora de aplicar, é importante estar consciente de que o custo de vida durante a aposentadoria não costuma diminuir, mas aumentar, uma vez que crescem gastos com saúde e surgem algumas regalias inerentes à rotina de mais tempo livre, como viagens e jantares caros. "Também na aposentadoria é preciso continuar tendo disciplina e impôr um limitador de gastos", aconselha o especialista em Administração Financeira e Finanças Empresariais, José Kobori.
Antes de investir
O planejamento do investimento envolve a definição do orçamento que vai ser recebido no futuro e também as taxas cobradas pelo plano em que se está investindo. "No caso dos PGBLs e VGBLs, quanto menores as taxas de administração e carregamento, melhor a rentabilidade", pontua Kobori. Quando o mercado oferecer modalidades com encargos muito altos, busque outras alternativas.
A diversificação dos recursos, aliás, evitando a concentração da poupança em apenas uma aplicação, é um comportamento indicado. "Pode investir em qualquer coisa, em imóveis, aplicações financeiras em geral", sugere o coordenador de Administração do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC/BH), Eduardo Coutinho. Nesse caso, é importante dosar o nível de tolerância ao risco e o valor que se almeja receber no futuro. "O ideal é aplicar uma parte do dinheiro em renda fixa e outra em variável, garantir segurança e ter um retorno melhor",diz.
Assim como a variação nos investimentos é indicada, a diversificação das fontes de renda também é ideal. Por exemplo, comprar imóveis para aluguel ou abrir uma consultoria, na qual possa trabalhar durante meio período. Além de aplicar na renda futura, os seguros de vida, invalidez e acidente devem estar inclusos nas proteções adquiridas. Essas cláusulas complementam a proteção garantida pela Previdência Social e são uma garantia, no caso de falecimento do titular do plano, para os filhos, principalmente para as famílias que estão construindo seu patrimônio.
A execução de todas metas depende, também, da preparação psicológica para a hora em que o compromisso diário com o trabalho e as rotinas extensas deixarem de ser obrigação. Será o momento de se dedicar a outras atividades que o trabalho não permitia antes e até conviver mais com os amigos. Garantir uma aposentadoria ideal depende, em boa parte, de cada pessoa. Confira nas próximas páginas as instruções e conselhos de especialistas para garantir todos os benefícios comuns aos brasileiros e ter poupança extra.
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sábado, 12 de abril de 2014

CHARGE DA SEMANA - O POVO


Charge

RECEITA DA SEMANA

Abacaxi caramelado com sorvete

Selo - Receita testada e aprovada
Conteúdo DELÍCIAS DA CALU
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Vote nesta receita:
Abacaxi caramelado com sorvete
Abacaxi caramelado com sorvete: simples e delicioso!
Foto: Mauro Holanda
Preparo: Rápido (até 30 minutos)
Rendimento: 4 porções
Dificuldade: Fácil
Categoria: Sorvete
Calorias: 254 por porção

Ingredientes

. 1 abacaxi
. 1 xícara (chá) de açúcar
. 1 colher (chá) de gengibre em pó
. 1 colher (café) de cardamomo em pó
. 4 bolas de sorvete de creme

Modo de preparo

Corte o abacaxi em quatro partes na horizontal e retire o miolo. Reserve. Em uma frigideira grande, ponha o açúcar e deixe derreter até formar uma calda grossa. Junte o gengibre e o cardamomo e misture. Ponha as fatias de abacaxi aos poucos, para caramelar o pedaço por inteiro. Sirva quente ou frio com sorvete de creme e polvilhado com canela em pó.
 

MULHER IN FOCO - Os 10 maiores erros na hora de lavar o cabelo

Para ter um cabelo saudável, descubra o que você pode estar fazendo de errado na hora de lavar os fios. Consultamos o cabeleireiro Neto Campos, do Studio W em São Paulo, para listar os 10 maiores deslizes.

Juliana Romano


A lavagem é o primeiro passo para ter cabelos lindos e saudáveis
Foto: Getty Images

1. Usar xampu e condicionador não apropriados

O primeiro passo para uma boa lavagem é fazer o diagnóstico dos seus fios e saber de quais produtos eles precisam. Usar xampu e condicionador específicos para oleosos, coloridos ou com química, por exemplo, é essencial para garantir a beleza do seu cabelo.

2. Aplicar o xampu direto no cabelo

O ideal é misturar o xampu em um potinho com água, antes da aplicação. Não é uma regra, masdiluir o produto evita o acúmulo de xampu nos fios. Mas atenção! A mistura só deve ser feita imediatamente antes da aplicação, já dentro do chuveiro, para não correr o risco da água alterar a composição do produto.

3. Passar xampu no comprimento

Ele tem componentes detergentes em sua fórmula, que ajudam a limpar o fio e retirar o excesso de oleosidade. O problema é que as pontas já têm pouca oleosidade naturalmente e em contato com o produto acabam ficando ainda mais ressecadas. Concentre a lavagem no couro cabeludo e deixe a espuma escorrer pelo comprimento e pontas, assim você tira a sujeira sem agredir o cabelo.

4. Usar xampu de limpeza profunda com muita frequência

É um erro comum para quem tem cabelos muito oleosos e acredita que o xampu antirresíduosou de limpeza profunda podem melhorar. Eles podem até dar mais leveza ao cabelo logo após a lavagem – claro, afinal eles levam tudo embora, a sujeira e também os nutrientes – mas o couro cabeludo entende essa limpeza extrema como uma agressão e passa a produzir ainda mais oleosidade. Ou seja, você entra em um ciclo vicioso. O ideal é usá-lo 1 vez a cada 15 dias no máximo, para retirar resíduos de produtos e poluição. E a regra é válida para todos os tipos de fios, não só os oleosos.

5. Lavar com água muito quente

Temperatura muito alta faz as escamas dos fios se dilatarem, deixando-os ressecados e opacos. Além disso, a água quente estimula a produção de oleosidade. O ideal é tomar um banho morno, mas se isso for impossível, deixe a cabeça embaixo do chuveiro o mínimo possível.

6. Esfregar o couro cabeludo com intensidade

Colocar muita pressão na ponta dos dedos e até usar as unhas para lavar o cabelo, podemachucar o couro cabeludo e estimular a atividade das glândulas sebáceas, fazendo aumentar a produção de sebo como proteção. Para os fios não ficarem oleosos, massageie com suavidade durante alguns minutos, sem esfregar.

7. Deixar o condicionador chegar ao couro cabeludo

O erro é comum principalmente em quem tem cabelo mais curto, mas ele pode entupir a saída dos fios causando uma série de danos como queda e caspa. Como o condicionador deve seraplicado somente no comprimento e pontas, evite encharcar a mão de produto. Retire o excesso de água dos fios e vá aplicando aos poucos, mecha por mecha.  

8. Achar que o condicionador basta

A máscara de hidratação é necessária, sim! Embora o condicionador deixe os fios mais macios e desembaraçados, ele não consegue repor todos os nutrientes necessários. A máscara tem a ação mais intensa e atua na reconstrução do cabelo, dando força, maciez e brilho. Use-a no comprimento e pontas, ao menos 1 vez a cada 15 dias.

9. Usar sempre a mesma máscara de hidratação

A máscara fazia milagres pelos seus fios nas primeiras lavagens e, de repente, parou de fazer efeito e até deixou seu cabelo pesado? O que acontece é que o seu fio também pode ficar saturado de um certo tipo de nutriente. O ideal é alternar entre uma máscara reconstrutora e outra nutritiva. A primeira ajuda a deixar o cabelo firme e forte, mas em excesso pode deixa-lo endurecido. Já a segunda, ajuda no brilho e maciez, mas se for usada sempre pode deixar o fio pesado e opaco. Tenha duas no box e use uma a cada tratamento.

10. Deixar resíduos de produtos

Não retirar 100% dos produtos na lavagem pode ser prejudicial não só à aparência dos fios, que ficam opacos e sem movimento, mas também à sua saúde. Ficar com resto de produto no cabelo muito tempo pode causar alergias sérias no couro cabeludo. Além disso, você corre o risco de queimar o cabelo fazendo chapinha – alguns produtos podem potencializar a ação do calor. Enxágue bem e, se necessário, use um pente de dentes largos para ajudar no processo.

EVANGELHO DO DIA 13/04/2014

Anúncio do Evangelho (Mt 27,11-54)

Narrador 1: Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo Mateus: Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:
Ass.: “Tu és o rei dos judeus?”
Narrador 1: Jesus declarou:
Pres.: “É como dizes”.
Narrador 1: 12E nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:
Leitor: “Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?”
Narrador 1: 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
Ass.: “Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?”
Narrador 2: 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja.19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:
Mulher: “Não te envolvas com esse justo, porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele”.
Narrador 2: 20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:
Ass.: “Qual dos dois quereis que eu solte?”
Narrador 2: Eles gritaram:
Ass.: “Barrabás”.
Narrador 2: 22Pilatos perguntou:
Leitor: “Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?”
Narrador 2: Todos gritaram:
Ass.: “Seja crucificado!”
Narrador 2: 23Pilatos falou:
Leitor: “Mas, que mal ele fez?”
Narrador 2: Eles, porém, gritaram com mais força:
Ass.: “Seja crucificado!”
Narrador 1: 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:
Leitor: “Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!”
Narrador 1: 25O povo todo respondeu:
Ass.: “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos”.
Narrador 1: 26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele.
Ass.: 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;
Narrador 1: 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:
Ass.: “Salve, rei dos judeus!”
Narrador 2: 30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”.
Narrador 1: 34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação:
Ass.: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”.
Narrador 1: 38Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:
Ass.: 40”Tu, que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”
Narrador 2: 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus:
Ass.: 42”A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! e acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus”.
Narrador 1: 44Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus o insultavam. 45Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:
Pres.: “Eli, Eli, lamá sabactâni?”
Narrador 1: Que quer dizer:
Pres.: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”
Narrador 1: 47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:
Ass.: “Ele está chamando Elias!”
Narrador 1: 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. 49Outros, porém, disseram:
Ass.: “Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!”
Narrador 1: 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito. (Todos se ajoelham.)
Narrador 2: 51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:
Ass.: “Ele era mesmo Filho de Deus!”